Marcada por forte antagonismo entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a disputa pelo Palácio do Planalto têm outros candidatos. A despeito da proximidade da campanha eleitoral, é provável que o quadro ainda sofra mudanças nas próximas semanas.
Uma divergência interna do PROS foi parar na Justiça e ameaça a candidatura de Pablo Marçal. Já no PTB, há incertezas sobre a condição de Roberto Jefferson.
Mais do que o surgimento de novos nomes, umas das principais marcas desta eleição presidencial foram os recuos. Nos últimos dias, André Janones (Avante) e Luciano Bivar (União Brasil) renunciaram às candidaturas e vão tentar a reeleição a deputado federal.
Na maior parte dos casos, a desistência se deu justamente em função da dificuldade de se quebrar a polarização entre Bolsonaro e Lula, abrindo margem para uma terceira candidatura competitiva.
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REGISTROS:
Até este domingo (período da manhã), sete candidatos haviam registrado suas candidaturas, sendo, pela ordem:
- Felipe D’Avila (Novo), tem 58 anos e é formado em Ciência Política, com mestrado em Administração Pública;
- Léo Péricles (Unidade Popular), ativista social e coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas;
- Lula (PT), ex-presidente, tem 76 anos e é líder sindical, fundador da CUT e do PT;
- Pablo Marçal (PROS), atua como coach, empresário e autor de livros sobre desenvolvimento pessoal;
- Simone Tebet (MDB), foi deputada estadual, prefeita e vice-governadora e hoje senadora em primeiro mandato;
- Sofia Manzano (PCB), economista, doutora em História Econômica e professora, também é líder sindical da categoria;
- Vera Lúcia (PSTU), é socióloga, participou da dissidência do PT que criou o PSTU em 1992, tendo concorrido a deputada federal, prefeita e governadora de São Paulo.




