O cultivo do cacau começou a ganhar espaço nas discussões sobre diversificação agrícola em Tangará da Serra em 2025. A partir de estudos preliminares, visitas técnicas e pesquisas de mercado, o município passou a avaliar as possibilidades de implantação da cultura, considerando as características locais de solo e altitude e o potencial de geração de renda para os produtores rurais.

A proposta é oferecer uma nova alternativa de produção, principalmente para a agricultura familiar, por meio de uma cultura que desperta interesse comercial. O trabalho envolve a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o Sindicato Rural de Tangará da Serra e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), além do apoio do Governo do Estado e da Prefeitura.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Alceu Grapeggia, a possibilidade de rentabilidade ao longo do ano está entre os fatores que motivaram o interesse pela atividade.

“É uma commodity, apesar de o preço hoje estar em queda, mas ela é bastante promissora”, afirma. “Mesmo com o preço em queda, ela promete que é uma cultura viável. Ela dá rentabilidade praticamente o ano inteiro. Então isso fez com que houvesse um interesse por parte de alguns produtores e por parte de alguns empresários também.”

O início do projeto foi marcado pela busca de informações sobre o mercado e pelas primeiras avaliações sobre as condições para o cultivo em Tangará da Serra. O levantamento inicial apontou a existência de procura pelo produto e a possibilidade de implantação da cultura, mas o município ainda trabalha no aprofundamento dos estudos técnicos.

“Ainda estamos na fase de pesquisa. O que a gente fez foi uma pesquisa de mercado”,

explica, ao destacar que os trabalhos seguem.

“Agora uma pesquisa mais aprofundada de que variedade vai se adaptar melhor, qual é a melhor maneira de cultivo”.

A participação dos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura, da Empaer e da Unemat é considerada importante para reunir conhecimentos e orientar o desenvolvimento da atividade.

Além das pesquisas, o projeto avançou para a estruturação do viveiro com capacidade para produzir 10 mil mudas, em parceria com a Empaer. A iniciativa busca permitir que os primeiros agricultores tenham acesso às plantas e comecem a implantar a cultura nas propriedades.