Tangará da Serra firma compromisso inédito para neutralizar as emissões de carbono

Para contribuir com a redução de gases poluentes e enfrentar os impactos das mudanças climáticas nos municípios, o Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), por meio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) e em parceria com outras unidades do Sebrae, lançou o projeto piloto “Roadmap Território Carbono Neutro” (RTCN). A proposta visa mapear e construir uma agenda ambiental local, além de facilitar o acesso ao financiamento climático.

De acordo com o diretor Técnico do Sebrae/MT, André Schelini, o programa é uma iniciativa concreta e estratégica, focada em soluções territoriais alinhadas às realidades locais.

“O Centro Sebrae de Sustentabilidade tem papel essencial nesta agenda, articulando políticas públicas, promovendo capacitação técnica e mobilizando stakeholders comprometidos com o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental”,

pontua.

  • Foram selecionados 30 municípios dos seguintes estados:

    • Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
  • No território mato-grossense, as cidades contempladas foram:

    • Alta Floresta, Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra.

A analista Técnica, Laís Campos, gestora do projeto, explica que esse programa nasceu em 2023, por meio do Sebrae/MS, onde foram alcançados 42 municípios.

“Em seguida, a diretoria técnica do Sebrae Mato Grosso decidiu ampliar o projeto para beneficiar outras cidades e estados. Utilizamos como critérios a representatividade dos biomas, diversidade regional, interesse em práticas sustentáveis e capacidade de implementação”,

comenta.

Para construir a “Agenda Local” – plano de ação de cada município – foram oferecidos apoios técnicos especializados, a partir da aplicação de um questionário com 58 perguntas, que permitiram avaliar a vulnerabilidade climática de cada cidade participante. As informações resultaram em um índice que será revisado a cada dois anos.

Os temas abordados incluem: mudanças climáticas, gestão territorial, capacidade administrativa e financeira, governança e ambiente de negócios. Ao final do questionário, cada município recebeu uma nota de A (melhor desempenho) a E (menor desempenho), conforme a aplicação da matriz de necessidades.

  • Dentre as ações propostas, estão:

    • Inventário de emissões de carbono;
    • Implementação do plano diretor;
    • Classificação de capacidade de pagamento (CAPAG);
    • Participação em conselhos e formação de parcerias com instituições;
    • IPTU verde;
    • Compras públicas sustentáveis;
    • E o apoio às micro e pequenas empresas.

Projeto será executado em três etapas, explica Fraga

Redação DS

Com o objetivo de reduzir emissões de gases poluentes e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, Tangará da Serra foi uma das seis cidades de Mato Grosso selecionadas para participar do projeto-piloto Roadmap Território Carbono Neutro (RTCN). A iniciativa é do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), ligado ao Sebrae/MT, com apoio de unidades de outros estados. A proposta é criar uma agenda ambiental local e facilitar o acesso dos municípios ao financiamento climático.

Segundo a coordenadora da Agência Sebrae em Tangará da Serra, Sílvia Fraga, o projeto está sendo executado em três etapas. A primeira fase consistiu no diagnóstico da situação de cada município. Foram avaliadas questões como estrutura administrativa, políticas públicas, educação ambiental, capacidade de mitigação de riscos e governança.

No ranking elaborado a partir do diagnóstico, os municípios foram classificados com notas de: A (melhor estruturação) a E (menos estruturado).

Tangará da Serra ficou na faixa E, ao lado de Sinop. Alta Floresta (nível C), Campo Verde, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum (nível D), e Tangará da Serra e Sinop (nível E).

“Essa pontuação não quer dizer que sou melhor ou pior, mas quer dizer quais são os cuidados que a gente precisa se atentar para que possamos, de fato, fazer com que essa agenda seja executada. Então, em Tangará da Serra, já dentro da agenda, foram levantadas várias ações, algumas que já até estão em andamento, e outras que vão vir para que, de fato, possamos ser uma cidade focada em ações que estão olhando para o nosso clima”,

destaca Sílvia Fraga.

Com base nesse levantamento, os municípios passam para a segunda etapa, de elaboração de um plano de ação, com medidas práticas e metas a serem implementadas.

“A partir desse diagnóstico, a gente passa para um plano de ação, para que a gente possa ter uma agenda local com foco em colocar na pauta, não só na pauta, mas na realização de ações que vêm de encontro a esses cuidados com as questões climáticas”,

acrescenta.

A terceira etapa envolve a criação de conexões entre os municípios e possíveis investidores, por meio de uma plataforma digital desenvolvida pelo Sebrae.