Nas últimas sessões ordinárias da Câmara Municipal de Tangará da Serra ficou evidente a percepção os vereadores de que a transposição de água bruta do Sepotuba para tratamento e abastecimento da cidade ainda não ocorrerá este ano. Esta percepção embasou o temor de que a cidade sofra com novo desabastecimento de água neste período de estiagem.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Fábio brito (PSDB) demonstrou grande preocupação em relação ao assunto.

“Ano passado todos nós enfrentamos esse problema de falta de água, mas nesse ano eu não vou aceitar”, declarou.

Além de Fabão, o vereador Ademir Anibale (MDB) disse estar preocupado e pediu ao diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Heliton Luiz de Oliveira, a apresentação de um cronograma de trabalhos.

“Queremos esse posicionamento do Samae, para nos dar com mais certeza uma resolução disso”, declarou, na tribuna livre.

Anibale disse que a programação solicitada ao Samae tem por finalidade esclarecer quais os caminhos a serem seguidos pelo município para enfrentar o período de estiagem que já iniciou.

“Do Sepotuba não virá água, então, qual é a alternativa? Precisamos saber da programação do Samae, se a água virá do Russo, se o Queima Pé será suficiente”, questionou.

Posicionamento

O diretor do Samae acredita que a transposição de água bruta do Sepotuba para tratamento e abastecimento urbano seja viabilizada ainda este ano.

“Creio que sim”, disse.

Em contato com a redação, Heliton refutou a informação que circulou nas últimas sessões da Câmara de que não há projeto executivo para as obras da transposição e que a licença ambiental fora suspensa através de ação civil pública movida pelo Ministério Público.

“A empresa contratada foi para adequação da captação e o projeto existe e está protocolado na Sema-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) e também no MP. A licença prévia não foi revogada, já está protocolado na Sema com as adequações. Está sob análise para liberação da LI (Licença de Instalação)”.

Entretanto, o diretor da autarquia reconhece que a entrega das obras ainda em 2022 depende destes trâmites, na própria Sema-MT.

“Saindo a LI começamos a obra, vamos assentar os tubos com equipe própria”, informou.