Com a proximidade das festas de final de ano, um alerta importante envolve a proteção dos animais de estimação. O uso de fogos de artifício, comum nesse período, pode causar sérios prejuízos à saúde e ao bem-estar dos pets, especialmente cães e gatos que possuem audição muito mais sensível que a dos humanos.
Em Tangará da Serra, a prática é proibida por lei. A Lei Municipal nº 5.456, de 04 de maio de 2021, veta o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifício, bem como quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso em todo o território do município, tanto em locais públicos quanto privados. O descumprimento da legislação prevê apreensão dos produtos e aplicação de multa.
O médico veterinário Arnaldo Paniago, explica os riscos que o barulho pode causar aos animais.
“A audição dos caninhos, dos felinhos, elas são muito aguçadas. Eles conseguem detectar barulhos que nós, humanos, não conseguimos”,
explica, ao destacar que esses ruídos de fogos, especialmente, podem deixar o animal desorientado e causar acidentes, como fugas, ataques, entre outros.
“Tem cães que são mais sensíveis, e eles podem perder o sentido mesmo, como se fosse uma crise, e podem atacar o dono, atacar outros animais, e corre o risco de fuga, de se machucar, de ser atropelado”.
Para minimizar os impactos, o veterinário orienta alguns cuidados simples, mas eficazes.
“Existem alguns produtos, que não são suplementos, mas são como se fossem um probiótico, para acalmar o cão”,
informa.
“Esse é um produto que você tem que utilizar com uma certa frequência, que acalma e relaxa os animais”.
Além disso, a presença do tutor é fundamental.
“Se há possibilidade de você colocar ele dentro de casa, ficar com ele perto de você, porque a presença nossa, junto do nosso pet, acalma, dá segurança e não deixar ele em quintal, sozinho no terreno, porque possivelmente, na hora dos fogos, ele vai querer procurar um lugar de fuga”,
orienta.
Viagens de fim de ano exigem atenção redobrada com os pets
O período de festas também marca o início das férias escolares e do recesso de final de ano, quando muitas famílias aproveitam para viajar. Para quem pretende levar o animal de estimação junto, alguns cuidados são indispensáveis para garantir uma viagem segura e tranquila.
O médico veterinário Arnaldo Paniago explica que viajar com o pet pode ser uma experiência positiva.
“A viagem com o pet, ela é gratificante, é gostoso você viajar com o seu pet, até porque, às vezes, você não tem onde deixar e ele sente mesmo a ausência sua”.
No entanto, antes de pegar a estrada, é essencial que a saúde do animal esteja em dia.
“Para viajar com o pet, a primeira regra é estar com a carteirinha em dia, com as vacinações”,
orienta.
“O segundo é o atestado de saúde do animal. Teoricamente, você tem que passar por uma consulta, o veterinário vai verificar se o animal está bem, e vai atestar que ele está apto a fazer a viagem”.
Além da saúde do animal, itens que trazem conforto e a segurança também devem ser prioridade.
“Se for uma viagem muito longa, fazer pequenas paradas para o animal se esticar, beber água, se alimentar, e fazer as suas necessidades. (...) Já dentro do carro, é obrigatório, por lei, ter a casinha apropriada para cada tamanho de animal, e acoplada ao cinto de segurança, para não causar nenhum acidente”.
Levar objetos familiares, segundo o veterinário, também ajuda a reduzir o estresse do animal.
“É necessário também levar os potes de comida, de água, roupa, às vezes o cobertor que ele está acostumado, para ele não sentir tanta diferença durante a viagem”.
Por fim, orienta a identificação do pet pode evitar transtornos.




