Na semana passada, durante a Sessão Ordinária, os vereadores acabaram não votando um projeto que liberaria R$ 8.839.002,42 na estrutura da lei nº 7.148, de 04 de dezembro de 2025, Lei Orçamentária Anual (LOA), destinado a custear despesas do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).
Na oportunidade, alguns dos vereadores relataram, ao utilizar a tribuna, que o projeto não trazia explicações claras de onde o recurso seria aplicado, e por isso, não o votaram. O projeto retornou, então, à Casa de Leis nesta terça-feira, 20, e antes disso, no período da manhã, o prefeito Vander Masson esteve na Câmara Municipal, onde se reuniu com alguns dos vereadores para prestar esclarecimentos sobre as lacunas apontadas pelos legisladores.
De acordo com o projeto, o Crédito Adicional Suplementar tem por finalidade reforçar as dotações orçamentárias da autarquia, sendo utilizado para a execução de melhorias no sistema de distribuição de água, bem como, para a realização de intervenções e melhorias no sistema de esgotamento sanitário.
Durante sua fala livre, o vereador Nilton Dalla Pria, que repudia com veemência a Parceria Público Privada (PPP), que já foi aprovada para a realização do tratamento de resíduos sólidos no município, voltou a frisar que o município tem potencial para realizar obras sem causar endividamento.
“Para fazer esgoto em Tangará da Serra não precisa fazer concessão de 35 anos, uma vez que o Samae está arrecadando, e arrecadando muito. Foi aumentado mais de 90% na água e está tendo sobra de dinheiro no Samae”,
anunciou o vereador, ao destacar que votaria no projeto para comprovar o que vem dizendo há tempos, que o Município não precisa se endividar para caminhar.
“Nós não podemos ter uma concessão de 35 anos, como essa que o prefeito fez, que pagará mais de 12 milhões para o empresário que ganhar a licitação”,
ressaltou, ao dizer que o aporte liberado pela Câmara Municipal de R$ 8.839.002,42, comprova suas palavras.








