O Município de Tangará da Serra e diversos parceiros realizaram nos meses de setembro e outubro do ano passado um trabalho de recuperação da principal nascente do Rio Queima Pé.
No local foram construídas bacias de contenção na margem da estrada, com objetivo de conter as águas das chuvas, assim como construída no entorno da cabeceira uma curva de nível. Dentro dessa curva de nível e dessas bacias de contenção foram também instalados alguns mecanismos, chamados de intensificadores de recarga do lençol freático, que são mecanismos que auxiliam na aceleração da infiltração das águas das chuvas.
Em entrevista exclusiva ao Diário da Serra, na última semana, o engenheiro agrônomo e consultor ambiental Décio Elói Siebert, que coordenou os trabalhos ao lado do especialista em recuperação de nascentes, Quirino Kesler, disse que o resultado obtido na nascente do Rio Queima Pé, após quatro meses do início da recuperação, mostra a necessidade de expansão desse trabalho, o que foi confirmado pelo diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Heliton Oliveira – Leto.
“Tenho conversado com o Décio e também com o Comitê Gestor do PSA [Programa de Pagamento de Serviço Ambiental] da Bacia do Queima Pé e temos o interesse e a intenção de continuar com este trabalho de recuperação das nascentes”,confirmou o diretor da Autarquia,
ao destacar que a expectativa é de realizar este trabalho ainda neste ano, utilizando os recursos, já em conta, do programa de Pagamento de Serviço Ambiental.
Contudo, reforça Leto, é necessária a mudança na legislação para a utilização deste valor, que hoje gira em torno de R$ 1,7 milhão.
“Mas temos sim a intenção de fazer este mesmo trabalho que foi feito na nascente do Queima Pé, em outras nascentes da bacia dos afluentes do Queima Pé e, posteriormente, trabalhar a bacia do Ararão”.
A expectativa é que a alteração na legislação seja feita até o final do mês de março e, após isso, iniciem os trabalhos das outras nove nascentes dos afluentes do Queima Pé, assim como do Ararão.




