Ensinar é mais do que transmitir conhecimento, é acompanhar trajetórias, ver o crescimento de cada aluno e perceber como o aprendizado transforma vidas. Para o professor Rafael de Jesus Gomes, que atua tanto no Ensino Fundamental quanto no Superior, um dos momentos mais marcantes da carreira acontece nas bancas de defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).
“Acompanhar o aluno desde o início até a apresentação final é muito gratificante. É bonito ver essa pessoa construir o seu trabalho e, ao mesmo tempo, se construir como profissional durante o processo”,
afirma.
Com anos de experiência em sala de aula, Rafael reconhece que a docência é uma profissão desafiadora e por isso faz questão de falar com sinceridade sobre o caminho de quem deseja seguir essa vocação.
“Eu não romantizo a profissão”,
diz.
“Acredito que o percurso tem entraves e desafios, mas quem realmente quer ser professor vai conseguir contorná-los e tirar bons aprendizados disso”.
Para o educador, a valorização do professor passa por uma mudança de visão coletiva sobre o papel da escola e da educação.
“Sobretudo, é preciso não atribuir ao professor funções que não são apenas dele. Vimos nos últimos tempos a ideia de que o professor educa o aluno para a vida ou o prepara tecnicamente. A educação deve ser uma preocupação de toda a sociedade, e não exclusivamente do professor.”
Neste Dia dos Professores, Rafael deixa uma mensagem que traduz a importância da presença do educador na formação dos alunos dentro e fora da sala de aula.
“A vida sempre cobra o tempo perdido. O professor que te chama a atenção hoje, com certeza, está te protegendo das dores do amanhã”.
Mais do que celebrar uma data, o professor acredita que o 15 de outubro é um convite à reflexão sobre o papel da educação e o compromisso coletivo com o futuro.
“Ensinar é um ato de resistência, mas também de esperança. É acreditar que, mesmo com tantos desafios, é possível transformar o mundo através do conhecimento”.
E, neste dia especial, Rafael reforça:
“Que cada professor siga acreditando no poder da educação. Porque todo gesto de ensinar é, no fundo, um ato de amor e o amor sempre deixa marcas que o tempo não apaga”.




