Em busca de reestruturação das carreiras de docentes e técnico-administrativos e a recomposição salarial para 2024, professores e técnicos administrativos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Tangará da Serra estão com as atividades paralisadas desde o dia 8 de abril, em aderência ao movimento do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).
Para informar como andam as negociações e repassar informações da causa da paralisação, a diretoria do Campus Avançado do IFMT em Tangará da Serra realizou na noite de terça-feira, dia 14, reunião com pais e alunos. Segundo eles, as negociações ainda seguem sem uma resposta e o consenso segue sendo buscado pelos servidores que esbarram na inércia do governo.
Conforme a professora Roberta Meschese Xavier, integrante do comando de greve local, a reunião foi para tranquilizar os pais.
“Buscamos nessa reunião situá-los em que lugar da greve a gente se encontra, quais reuniões já aconteceram e quais ainda virão”,
explica Roberta.
Conforme a professora, durante esses quase 40 dias o governo se abriu a uma reunião que ocorreu no dia 19, na qual propôs um reajuste de 12,5%, muito abaixo do solicitado pelas categorias. Uma outra reunião aconteceu esta semana e uma nova está marcada para o dia 21.
“Está havendo a demora do governo, por isso que a greve está se alongando também”,
reforça.
Após estudo foram apresentadas a proposta de recomposição salarial para os professores de 22% e para os técnicos 38%.
Aos pais e responsáveis que estão preocupados com o ano letivo dos filhos, à unidade assegura que não haverá perdas e que as aulas serão repostas.
“Sabemos da ansiedade dos pais, que também é nossa, de que a greve termine, mas peço um pouco mais de paciência. Assim que terminar a greve, um calendário de reposição deverá acontecer de forma consciente e eficaz e, se possível, elaborado com a ajuda dos pais”,
garante o diretor do campus, Francisco Américo da Silva.




