A população de Tangará conhece de perto as dificuldades que uma crise hídrica pode causar, isso porque, em 2013 e em 2016, a situação que atingiu o Rio Queima Pé, principal fonte de abastecimento da cidade, deixou os moradores sem água nas torneiras. Desde então, ações de prevenção e novos investimentos passaram a fazer parte da estratégia para garantir segurança hídrica, especialmente nos meses de estiagem.
Entre essas iniciativas está a obra de captação de água no Rio Sepotuba, iniciada em setembro de 2023, com previsão inicial de conclusão em 11 meses. O cronograma, porém, foi alterado e agora a entrega está prevista para este ano.
Segundo o diretor do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae)de Tangará, Marcos Scolari, as obras atrasaram devido a quantidade de chuva.
“Nós tivemos um atraso no desenrolar da obra devido ao grande período de chuva”,
explicou o gestor, ao afirmar que foi feito um aditivo contratual, estendendo o prazo de conclusão da obra até 24 de dezembro.
“O prazo hoje está validado até 24 de dezembro”.
Scolari acrescenta que, em cerca de 60 dias, devem começar os testes de bombeamento.
Além das obras de captação do Rio Sepotuba, o Samae investiu na perfuração de poços artesianos para reforçar o sistema, caso ocorra uma nova crise hídrica.
“Nós fizemos várias perfurações, em torno de uns oito poços que estamos utilizando desde 2023. Este ano estamos ainda mais tranquilos, com poços perfurados também em todas as escolas municipais”,
afirma.
A medida evita que unidades de ensino fiquem sem água mesmo em períodos de estiagem.
Scolari lembra que o trabalho de recuperação da nascente do Rio Queima Pé, realizado em 2021, com a construção de terraços e bacias de contenção, instalação de intensificadores de recarga do lençol freático, bueiro para escoamento adequado da água e revegetação com espécies nativas contribuiu para a estabilidade no abastecimento.
“Nós percebemos no ano passado, mesmo com quase sete meses sem chover, nós não tivemos problema de falta d’água”.
Com as melhorias e o monitoramento constante, atualmente a captação total de água somando a produção da Estação de Tratamento de Água (ETA) e dos poços perfurados na cidade chega a 450 litros por segundo, sendo a ETA responsável por 300 litros por segundo, enquanto o restante provém dos poços.
“Não vejo nenhum tipo de preocupação quanto à falta de água. A partir do ano que vem, acredito que esse será um problema superado”,
analisa, ao afirmar que Tangará da Serra vive um novo momento, mas que, mesmo com o abastecimento garantido, a população precisa se conscientizar e fazer sua parte evitando o desperdício.




