O programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) desenvolvido em Tangará da Serra é considerado referência na área ambiental e vem despertando o interesse de municípios brasileiros e até de comitivas internacionais.

A avaliação é do secretário municipal de Meio Ambiente, Vinícius Lançone, ao destacar os resultados alcançados pelo programa, especialmente na recuperação de áreas e na proteção dos recursos hídricos.

“Hoje na microbacia do Rio Queima-Pé, que está localizado a montante da Estação de Tratamento de Água, nós temos 15 propriedades que foram recuperados os seus passivos, que estão recebendo seus pagamentos anualmente e é visível todo esse benefício que a recuperação, que hoje já contempla vários anos, trouxe para o abastecimento de água em Tangará”. 

Segundo Lançone, a recuperação ambiental da região também pode ser percebida na disponibilidade de água do Rio Queima-Pé, especialmente quando comparada ao cenário registrado durante períodos de estiagem no passado.

“A gente pode ver hoje que o Queima-Pé, em 2015 e 2016, no período das secas, pouco produzia água, hoje, ele tem água contínua. (...) Nós temos todas as bacias, todas as lagoas da Estação de Tratamento de Água, cheias. Isso é resultado de ações, obviamente, do Poder Público, em ampliação dos reservatórios, mas também é benefício do PSA”.

Paralelamente ao trabalho realizado no Queima-Pé, o município avança na implantação do PSA Ararão, com ações voltadas ao cadastramento e à adesão de produtores rurais.

“Ali temos uma gama muito maior, em torno de 200 propriedades que podem estar aptas a serem beneficiadas com o PSA e temos todos esses avanços de forma muito ativa acontecendo”.