Neste sábado, 15 de outubro, comemora-se o dia do professor. Eles e elas que fazem do seu ofício ensinar não podiam passar despercebidos deste artigo. Na verdade toda semana quando tratamos aqui dos temas da educação estamos falando também de professores e professoras, pois da educação infantil à pós-graduação o conhecimento passa pelos educadores.
A pandemia da Covid-19 trouxe novos desafios com o ensino remoto emergencial que adentrou os lares desses profissionais que passaram a conviver com o home office, as aulas síncronas e assíncronas, a correção de uma avalanche de trabalhos e a falta de hora para descanso. Mas felizmente pelas mãos da ciência chegou a vacina e aos poucos a educação vem retomando seu caminho.
Quando falamos de professores estamos tratando aqui da profissão que forma todas as outras. Não existiriam médicos, engenheiros, advogados ou jornalistas sem aqueles que lhes ensinaram ao longo da vida. E esse percurso começa na educação infantil, um território majoritariamente feminino onde as professoras fazem a diferença. A educação aliás é marcada pela presença das mulheres. Basta dar uma olhada nos cursos de licenciatura para ver novas gerações de professoras sendo formadas.
Uma carreira tão importante como o magistério não se faz apenas por vocação, e sim com muita profissionalização expressa em formação inicial e continuada. Um professor nunca para de estudar. Os mestrados profissionais e as especializações foram conquistas, mas é preciso avançar para outras políticas como o desenvolvimento de pesquisa na escola e sua integração com o ensino superior que ocorre hoje em projetos pontuais, mas não é uma política de Estado.
A questão salarial ainda é motivo de debate e requer muita luta. Sabemos que das profissões de nível superior a média salarial dos profissionais da educação básica é uma das mais baixas. No ensino superior os vencimentos embora melhores também ficam distantes de áreas como jurídica, médica e de fiscalização. Portanto é um caminho longo em prol da valorização das carreiras educacionais.
Precisamos dedicar algumas linhas também para falar de infraestrutura e aqui quero me dirigir a rede pública. Nossas escolas e universidades carecem de mais investimento em estrutura predial, em laboratórios e equipamentos. É evidente a defasagem quando olhamos a rede privada. Nossos professores fazem de tudo para reduzir essa diferença e tornar a escola pública mais atrativa e muitas vezes conseguem, mas isso gera uma sobrecarga imensa que tira milhares da sala de aula e leva para consultórios médicos e psicológicos com enfermidades como a síndrome de Burnout.
Muitos são os assuntos quando falamos de educação e de seus agentes que são os professores. Aqui falamos de formação, de pesquisa, de remuneração, de infraestrutura e com certeza nem passamos perto de retratar a complexidade dessa área e dessa carreira. Me colocando um pouco neste contexto posso dizer que tenho orgulho de fazer parte deste time como professor da Unemat. E parabenizo a todos os colegas não apenas pelo dia, mas pela vida dedicada a esse nobre ofício.




