O sistema penitenciário de Mato Grosso passa por desafios e irregularidades, segundo relatório divulgado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Estado (GMF-MT). O documento é acompanhado de fotos que mostram a situação dos reeducandos, como detentos amontoados em espaços pequenos, colchões inutilizados e materiais de higiene pessoal precários.

O relatório foi assinado pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, e também pede uma série de medidas para regularização.

Durante vistoria em 26 municípios do estado foram identificados os seguintes problemas: superlotação; relatos de tortura e maus-tratos; falta de materiais de limpeza e de uso pessoal; descaso com a saúde dos detentos.

Em nota, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejus) disse que

“vem adotando as providências citadas em relação à Penitenciária Central do Estado e sanou diversas necessidades, entre elas, a entrega de colchões novos e kits de higiene e limpeza aos reeducandos”.

  • Superlotação:

Na PCE, em Cuiabá, celas projetadas para 12 reeducandos estão abrigando 18 detentos.

Em Tangará da Serra, a unidade planejada para 433 presos abriga 455 detentos. Já na comarca de Juína, que foi projetada para 152 detentos, o número atual é de 243, quase o dobro da capacidade.