O ano de 2023 foi de adaptações e novos aprendizados para diversas secretarias do Município e, uma delas, é a Secretaria de Assistência Social, que foi instada a municipalizar as casas transitórias de Tangará da Serra e, desde fevereiro, o Município assumiu o serviço de acolhimento dos menores da Casa Transitória da Criança e do Adolescente. A municipalização do serviço de acolhimento institucional ocorreu após determinação do Poder Judiciário, em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Para isso, a secretaria necessitou realizar diversas readequações, como, por exemplo, a reforma da sede original da Casa da Criança, no Jardim Europa, que já não oferecia mais condições de moradia, o que fez com que uma outra casa fosse alugada no ano de 2017, aonde estão até esse momento oito crianças acolhidas.

De acordo com a secretária Márcia Kiss, tudo já está pronto e a mudança deve acontecer em breve.

“Estamos com tudo pronto. Móveis adquiridos, a casa já foi entregue, play ground e, estamos verificando uma melhor data para a mudança, que será logo”,

revela.

Dentre as mais diversificadas mudanças e adequações, que são acompanhadas par e passo pelo Poder Judiciário e Ministério Público, que são parceiros para o andamento do trabalho, a secretária destacou também que a contratação de pessoal foi um outro ponto crucial e que ainda hoje, demanda dificuldades.

“Temos buscado montar uma equipe que realmente tenha tino para lidar com essas crianças, sabendo ser firme, mas que expresse e demonstre todo carinho possível a elas que muitas das vezes já estão bastante feridas”,

ressalta, ao agradecer os que hoje estão fazendo esse serviço. Elencou ainda que referente a contratação de pessoal, houve um outro ponto de mudança necessário, a contratação fixa, que foi realizada e se mantém, independente de quantas crianças ou adolescentes estejam nas unidades. O número não pode ser alterado, o que em anos anteriores, quando as casas estavam sob a direção da sociedade, era diferente. Nessa época, os servidores eram contratados de acordo com o número de abrigados que estivessem nos locais e dispensados pelo mesmo motivo. Atualmente, uma folha de pagamento ano que era de cerca de R$ 900 mil, subiu para R$ 2 milhões, aproximadamente, como informa a secretária da pasta, Márcia Kiss, em entrevista exclusiva para Diário da Serra e Serra FM.