Com 1.400 atendimentos prestados por mês, Adin deverá encerrar 2026 com quase 15 mil atendimentos

Implantada para atender crianças de 0 a 12 anos com síndromes e transtornos globais de desenvolvimento, incluindo o autismo, a Associação das Diversidades Intelectuais (ADIN) passou no mês de março por problemas que deram início a investigações da Operação Neurodiverge, pela Polícia Judiciária Civil de Tangará da Serra contra parte da direção.

Há época os pais e funcionários ligados à associação ficaram apreensivos de que o local fosse fechado e assim, os trabalhos paralisados, o que felizmente não aconteceu.

Prova disso são os 1.400 atendimentos prestados por mês, que totalizarão ao final do ano quase 15 mil atendimentos.

A direção da instituição foi assumida por Arielzo da Guia, que foi designado pela justiça, que deu seguimento aos trabalhos e serviços prestados aos assistidos e suas famílias. De acordo com Arielzo, foi um grande desafio, já que não era sua área de atuação, mas tudo tem seguido dentro da normalidade. Na noite desta quarta-feira, 17, aconteceu, inclusive, a prestação de contas da associação ao presidente da Adin, Manoel Westphalen Vescia. Além dessa, há uma outra feita por Arielzo, todos os meses, ao Juiz Diego Hartmann.

“Assumi com a incumbência de que não parasse, e não parou. A gente continuou, estamos funcionando normalmente”,

reforça o administrador.

Atualmente a Adin conta com cerca de 600 crianças assistidas, que passam por diversas terapias.

Já o quadro de pessoal é formado por duas psicólogas, dois fonoaudiólogos, um neuropediatra que vem de São Paulo, nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social, além de psicopedagoga.

O administrador informa que embora a associação tenha passado por um momento delicado, nada mudou, os atendimentos continuam, assim como os convênios firmados.

“Eles já estavam em andamento e assim continuaram, além de que, Tangará da Serra é fenomenal para ajudar. Isso tem dado a Adin apoio para continuar a realizar o trabalho sem intercorrências”,

ressalta, ao convidar a população para conhecer o local.

“Venham, porque se vierem aqui, para ver como funciona, eu acho que muito mais pessoas vão querer nos ajudar”,

frisa.

Com recurso já garantido para 2026, Adin deverá zerar fila de espera no próximo ano

Os trabalhos na Associação das Diversidades Intelectuais (ADIN) são para muitos dos pais a única forma de que os filhos tenham um acompanhamento adequado para cada especificidade do assistido, além de serem gratuitos, beneficiando sobremaneira as crianças e também as famílias.

Com um trabalho bem-feito e detalhado, com visão de futuro, a Adin já tem o ano de 2026 assegurado.

“Para o próximo ano a gente já conseguiu o recurso e já estamos tranquilos”,

comemora Arielzo da Guia, administrador da associação que atende crianças de 0 a 12 anos de idade com diversidades intelectuais.

A Adin foi fundada em novembro de 2022, e mesmo em pouco tempo já se solidificou, já tendo uma lista de espera de cerca de 300 crianças, o que deverá ser resolvido no ano vindouro.

“Se der certo, a gente vai atender, vai ter mais 5 mil atendimentos no próximo ano também. Então vai somar com esses 14, 15 mil desse ano, vai chegar perto, vai passar 20 mil atendimentos no ano”,

anuncia Arielzo, ao destacar que para isso a associação planeja a construção de mais três salas.

“Vai ajudar bastante a ampliar mais esses atendimentos”,

destaca, salientando que esse número poderá ser maior, em virtude dos assistidos que são liberados após o acompanhamento.

Arielzo detalha ainda os passos que os familiares devem adotar caso tenham necessidade de acompanhamento aos filhos pela instituição.

“A criança tem que estar estudando ou estar em alguma creche para ser encaminhada pela Secretaria de Educação ou pelo Conselho Tutelar, pelo CAPS ou pelo Ministério Público”,

orienta.

“Aí a criança chega aqui, vai ser avaliada pelo neuro, que vai nos dar o caminho, o que que essa criança precisa para ser assistida”.