Concessionada pelo governo do Estado de Mato Grosso junto à iniciativa privada, a rodovia MT-358 apresenta sérios problemas de trafegabilidade, especialmente no trecho entre Tangará da Serra a Itanorte. São cerca de 82 quilômetros de muitos buracos.
Para o empresário do setor rural e de transporte, Tony Guzatti, um descaso com os produtores, empresários e usuários em geral que transitam diariamente nesta rodovia, considerada por ele a principal via de escoamento da produção da região.
“(…) O que estamos vendo hoje é uma rodovia com buraco, ninguém trabalhando, principalmente no trecho que compreende Tangará a Itamarati Norte. Não estamos vendo a concessionária fazer reparos e isso nos deixa preocupados”, dispara.
De acordo com Tony Guzatti, trata-se de uma região que tem uma grande produção agropecuária e que contribui para a economia de Tangará da Serra e região, e todo o Estado.
“A gente produz alimentos, precisa comprar calcário, precisa escoar o calcário, precisa escoar o milho para as indústrias de Cuiabá e região, tudo passando por essa rodovia. Então é uma rodovia importantíssima para a economia de Mato Grosso. Aqui se escoa algodão, milho, boi (…) então não estamos falando de uma rodovia secundária e isso nos deixa muito preocupados”, completa.
Segundo o empresário, melhorias foram feitas no local em agosto passado e na primeira chuva tudo foi levado.
“Por isso a gente cobra do Governo do Estado, dessa empresa que fez esse serviço e da concessionária. Nós, cidadãos, não sabemos exatamente o que está acontecendo. Precisamos que o Governador Mauro Mendes, um governador que está investindo em Tangará, está trazendo o hospital regional, um sonho do tangaraense, um governo sério e que está aplicando os recursos, mas a gente pede para o Governador ver esse problema da nossa rodovia (…) precisamos de uma solução”.
(Com informações Programa Primeira Hora – Serra FM)
JANGADA A ITANORTE – Estado levanta situação da rodovia e afirma que melhorias serão iniciadasDesde maio do ano passado o Consórcio Via Brasil MT-246 é responsável pelas rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, entre Jangada a Itanorte. A concessão foi firmada com o Governo do Estado de Mato Grosso após leilão na bolsa de valores oficial do Brasil, em São Paulo, em novembro de 2020.
Desde então, foram repassadas à administração da concessionária, por meio de concessão comum com vigência de 30 anos, uma extensão de 233,2 quilômetros de rodovias para execução de serviços de conservação, recuperação, manutenção e implantação de melhorias rodoviárias.
Contudo, a rodovia MT-358 apresenta sérios problemas de trafegabilidade em praticamente toda a sua extensão, especialmente no trecho entre Tangará da Serra a Itanorte.
Para saber a real situação da rodovia, o secretário Adjunto de Logística e Concessões da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Huggo Waterson, esteve recentemente na região, fazendo um minucioso levantamento.
“De Tangará da Serra até Itanorte tem um trecho de aproximadamente seis a oito quilômetros que não estão bons e (…) a chuva tem nos atrapalhado bastante nesse quesito”, relatou o secretário adjunto,
que esteve na região no dia 16 de fevereiro.
Segundo Huggo Waterson, para resolver a situação, um serviço de tapa-buraco já está vindo de Itanorte em direção a Tangará da Serra, contudo, nesse trecho relatado por ele – de até oito quilômetros – o trabalho deverá ser de total reconstrução, logo no período de estiagem.
“Se retirarmos toda essa camada de pavimentação que ainda resta, vamos transformar esse trecho em um atoleiro, dado ao fluxo e volume de carga que passa. Então é uma preocupação muito grande nossa para que se conserte isso, mas infelizmente não está dando aquele prazo que tínhamos antes: chovia dois, três dias e dava uma trégua de 15 dias e a gente conseguia fazer todas as intervenções na rodovia. Hoje está diferenciado, esse ano está diferenciado. Tivemos uma seca brava e agora estamos tendo um volume de chuva que, graças a Deus está vindo, porque precisamos dessa água, porém, para a rodovia e neste momento, nos atrapalha muito na reconstrução”.
Ainda de acordo com o secretário adjunto, além das fortes chuvas, o conserto ainda não foi realizado também devido a um reequilíbrio no contrato com a concessionária e
“esse reequilíbrio está ainda sob averiguação da Procuradoria Geral do Estado. Porém, a concessionária já vai tomar pé da situação e logo, logo, estará se mobilizando”.
-
Pedágios:
Além da preocupação dos usuários em relação as condições de trafegabilidade da rodovia, outra aflição é quanto ao início da cobrança dos pedágios. Estão previstas quatro praças de pedágio, com funcionamento iniciando no segundo ano de concessão e somente após o término dos serviços iniciais.
“O pedágio só será cobrado a partir do momento em que tiver conforto e segurança, de ponta a ponta, de um começo a outro começo da rodovia. Então, essa data [de início da cobrança do pedágio] existe no contrato, data limite para que isso aconteça, mas ela pode ser flutuante, dada inclusive a gravidade nesse trecho”, explica o secretário adjunto.
“Então, só autorizaremos a cobrança do pedágio, quando a rodovia estiver confortável e com segurança, ou seja, ela tem que estar como um tapete, toda ela, de ponta a ponta”, finaliza.




