O Governo do Estado de Mato Grosso nomeou no dia 5 de janeiro deste ano os representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs), que representam a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) nos polos.

São, ao todo, 15 diretorias, cujo objetivo é implementar o modelo de gestão descentralizada, com divisões administrativas que coordenam a aplicação da política educacional do Estado em diferentes municípios. Cada diretoria regional é composta por unidades organizacionais como Coordenação de Gestão Pedagógica, Coordenação de Gestão Escolar, Coordenação Financeira, Coordenação de Formação e demais conteúdos relacionados à gestão da educação.

A Diretoria Regional de Educação com sede em Tangará da Serra está sob a direção do professor Saulo Scariot e do adjunto, professor Claudiomar Pedro da Silva, responsáveis por 42 escolas, distribuídas em sete municípios da região, e mais de 23 mil alunos. “E quase 2500 profissionais, entre professores, técnicos e apoio”, conta o gestor do polo Tangará.

“Hoje temos uma política de suporte as unidades escolares, pois a nossa meta é estar entre as 10 melhores Educação do país dentro de 10 anos. E para isso temos 30 políticas públicas que perpassam todas as esferas da educação para que isso aconteça. Então a nossa missão, nesse processo, é a implementação dessas políticas e fortalecimento da gestão escolar das unidades escolares. Não somos órgão fiscalizador, mas o apoio que a escola precisa para que as coisas aconteçam”.

Entre esse suporte, chamado de recurso descentralizado, ele citou como exemplo a Escola 29 de Novembro, em Tangará, que reformou toda a sua fachada apenas com pedido via sistema online. “O próprio diretor entra no sistema e faz a solicitação de recurso até 100 mil reais. Isso é um exemplo, só na infraestrutura, dentro dessas políticas que fortalecem a unidade escolar”.

Além das políticas públicas voltadas a infraestrutura das unidades, o diretor destaca a implementação de outras políticas voltadas para alfabetização (Alfabetiza MT e Mais MT Muxirum), para línguas estrangeiras (Mais Inglês), Tecnologias no Ambiente Escolar (Chromebook e conectividade), entre outros projetos pedagógicos complementares como Projeto Socioemocional, Pré Enem Digital MT, Grêmios Estudantis, e outros. “E a grande chave, o material estruturado de ensino, que é o grande sistema de mudança. Quem é da escola pública lembra que tínhamos o livro didático, que tínhamos que cuidar para passar ao colega no próximo ano. Agora, não. Nós temos um sistema de material estruturado, como um sistema apostilado. O mesmo material apostilado que tem na escola particular, nós temos na escola pública. Aquele material que responde na apostila. Acabou aquele sistema de copiar do quadro [o conteúdo]. (…) Tudo isso acontecendo em 2022”.

O Polo de Tangará da Serra compreende 29 escolas urbanas, sendo seis escolas Plenas e duas vocacionais - uma ao Esporte e a primeira a Línguas; duas indígenas (em 2023 terá a primeira Escola Plena Indígena do Estado); uma quilombola, que também será transformada em Plena; e 10 escolas do Campo - sendo uma Plena e a outra em processo de implantação.