Projeto Orelhinha do Bem realiza 12 cirurgias e transforma a vida de crianças em Tangará

O Rotary Club Tangará Cidade Alta realizou nos dias 16 e 17 de janeiro a segunda edição do Projeto Orelhinha do Bem, uma iniciativa que oferece cirurgias de otoplastia a crianças e jovens que sofrem com orelha de abano. O projeto tem como principal objetivo combater o bullying no ambiente escolar e promover o resgate da autoestima, por meio de procedimentos gratuitos aos alunos.

Nesta edição foram realizadas 12 cirurgias no Hospital Municipal, com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde e de Educação e de médicos voluntários.

“Estamos aqui hoje, no dia das cirurgias do nosso projeto Orelhinha do Bem e já estamos na segunda edição”,

comemora o presidente do Rotary Cidade Alta, Diego Matias.

“Na primeira edição nós fizemos cirurgia em nove crianças, no ano passado. Nós sempre realizamos essa edição no início do ano, que é o momento em que as crianças estão de férias, então é mais fácil para que elas tenham uma recuperação adequada, fora do meio escolar”,

completou.

O médico e associado do Rotary Club Tangará Cidade Alta, William Tavares Reis, explicou que a primeira edição do projeto foi determinante para a continuidade da iniciativa.

“E essas crianças, todas elas estudam em escola municipal e sofrem de bullying na escola. Nós conversamos com os diretores das escolas municipais do município, e esses diretores repassaram para os professores (...) que identificaram as crianças”.

Após a seleção, as famílias participaram de reuniões explicativas sobre os aspectos médicos, psicológicos e sociais do projeto.

“Posteriormente, nós fizemos uma reunião com todos os pais e crianças e professores, explicando detalhadamente como seria o projeto, dentro das éticas médicas, sociais e psicológicas, e mostrando realmente o benefício dessa mudança, dessa simples cirurgia para essa criança para o resto da vida”.

Para o presidente do clube, o impacto do projeto vai além da estética.

“Nós que não temos essa deformidade, não sabemos a importância que é esse tipo de cirurgia para uma criança, principalmente, que possui essa deformidade, porque ela sofre realmente”.

As cirurgias aconteceram na sexta-feira e no sábado, somando seis procedimentos em cada dia.

Médicos e famílias relatam impacto social e emocional do projeto

Idealizado pelo Rotary Club Tangará Cidade Alta, o Projeto Orelhinha do Bem surgiu após a identificação do impacto psicológico e social que a orelha de abano causa em crianças em idade escolar.

Nos últimos dias 16 e 17, clube realizou a segunda edição do projeto. Os cirurgiões plásticos Vladimir Sánchez e Lilian Gonçalves foram responsáveis pelos procedimentos. Para Vladimir, a experiência com as crianças vai além do centro cirúrgico.

“Esse é um lindo projeto que nasceu no nosso Rotary e o projeto consiste em operar essas crianças que têm uma doença, nasceram com uma característica genética deles”.

Ele destaca que muitas vezes o sofrimento só é percebido quando se convive de perto com a realidade dos pacientes.

“Com as orelhas tem um assunto muito engraçado, porque ninguém repara nas orelhas do outro até elas terem alguma alteração. Isso produz um transtorno muito grande nelas [crianças]”.

Entre as famílias atendidas, a emoção foi evidente. Uma das mães relatou a felicidade ao ver a filha selecionada, destacando que a criança é tímida, evitava sair com o cabelo solto e enfrentou dificuldades na escola. Para ela, o projeto representa uma nova fase, com mais confiança, autoestima e qualidade de vida para a filha.

O procedimento é considerado seguro e adaptado à necessidade de cada paciente.

“A cirurgia vai ter uma incisão pequena na região posterior. Vamos cobrir o tipo de deformidade que a criança tem. Se for o formato, nós vamos repassar o formato, a curva, anti-hélice, a hélice, o lobo. O que precisar. Mas tudo sempre com corte na região posterior. Nós vamos diminuir o tamanho de uniforme necessário. Colar mais, colar menos de acordo com cada paciente”.