A rápida soltura de motoristas presos durante as duas edições da Operação Lei Seca que aconteceu no último final de semana em Tangará da Serra levantou preocupação sobre a eficácia das medidas. A ação resultou em um grande número de motoristas presos em flagrante por embriaguez ao volante, sendo que a maioria dos detidos pagou fiança e foi liberado ainda durante a madrugada.

Para o delegado responsável, Ivan Albuquerque, a legislação oferece meios de endurecer ainda mais essas medidas.

“Podemos arbitrar a fiança em até 100 salários mínimos, então nas próximas edições essa fiança pode chegar no valor de até 50 mil reais para manter preso esse pessoal que insiste em beber e dirigir”,

afirmou.

Em 2022, Mato Grosso registrou taxa de mortalidade de 10,6 mortes por 100 mil habitantes em acidentes de trânsito causados pela ingestão de álcool ao volante. Em Tangará, somente no último fim de semana, 224 veículos foram fiscalizados, 85 foram removidos e outros 38 condutores se recusaram a realizar o teste do bafômetro.

Sobre a recusa do condutor para realizar o teste, o delegado explicou que este é um direito, mas não exclui do motorista ser autuado.

“A pessoa pode se recusar porque é um direito, mas havendo indícios veementes que essa pessoa bebeu, como, por exemplo, olhos vermelhos, fala embriagada, ela pode sim ser autuada”.

Ele reforçou ainda a necessidade de ampliar as fiscalizações:

“Essas edições de Lei Seca têm de aumentar aqui na região. Nosso efetivo policial é muito bom, e a gente vai pra cima desse pessoal que insiste em beber e dirigir”.