Os estudantes de ensino médio Caio Marcelo Cavallari Ruas e Giovana Gonçalves Bertin, e a professora Agna Correa Britis Baldissarelli, de Tangará da Serra, têm participação destacada no programa Caça Asteroides, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o International Astronomical Search Collaboration (IASC), da Agência Espacial Americana (NASA).

A professora e os dois estudantes participaram, no dia 9 de dezembro, da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo MCTI, em Brasília, com apoio do IASC/NASA. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, esteve presente no evento, assim como o diretor do IASC e fundador do programa Caça Asteroides, Patrick Miller.

O programa, que está em sua segunda edição, tem o objetivo de promover a popularização da ciência e da astronomia por meio da procura de corpos celestes em imagens espaciais captadas por telescópios.

Caio Marcelo, de 17 anos, foi convidado na condição de treinador voluntário do IASC. Ele participou das observações que alcançaram 1.423 detecções de asteroides, através de imagens feitas em conexão com telescópio Pan-STARRS, instalado no Avaí, nos Estados Unidos. As imagens são enviadas ao IASC, que as compila e processa através de um software que, por sua vez, mapeia os corpos celestes.

“Depois que concluir o ensino médio, vou cursar Engenharia Aeronáutica”, revela o estudante.

A coordenadora do Caça Asteroides, Agna Baldissarelli – que é professora de Artes e diretora da escola Pedro Alberto Tayano, apontou como o programa tem ajudado crianças a realizar sonhos.

“Através do projeto a gente vê crianças realizando sonhos. Elas podem se tornar astronautas, físicos. Além do mais, esse programa expandiu de forma nacional e internacional”, disse.

O programa

O Caça Asteroides MCTI é um programa em parceria entre o MCTI e o IASC/NASA, com objetivo de popularizar a ciência entre cidadãos voluntários. Esses novos cientistas cidadãos serão capazes de fazer descobertas astronômicas originais e participar da astronomia prática. Este programa é de abrangência nacional e internacional. Conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTI, Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia (IBICT), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI e a Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (Seduc).