Cortes no asfalto para ligação de água e/ou reparos da rede feitos pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) têm gerado transtornos aos moradores de Tangará da Serra, que reclamam do descaso da autarquia. Trata-se de um problema recorrente, que segue em praticamente todas as gestões.

De acordo com o vereador Eduardo Sanches (Republicanos), que expôs a situação durante sessão ordinária nesta terça-feira, 21, a quantidade de ordens de serviços de recomposição asfáltica para novas ligações de água em aberto no Município ultrapassam 100 pedidos.

“Temos mais de 110 ordens de serviço em aberto de recomposição asfáltica do Samae. Pasmem, tem ruas que já faz cinco meses e não realizaram”, afirma o parlamentar,

que recebeu a informação do próprio Samae, em resposta a requerimento realizado por ele.

“Vamos ver que aquele corte no asfalto, que atravessa de um lado ao outro, que é totalmente perigoso, que é um quebra-mola invertido, tem pedidos de 4 de janeiro de 22, ou seja, mais de cinco meses que esses buracos, cortes, estão lá, causando riscos a vida”, completa.
“Perigo eminente que gera acidentes e acaba onerando a saúde”, alerta,

ao justificar que nessas regiões onde tem o corte e não há iluminação pública adequada, por exemplo, o risco de acidente é maior.

“Trafegar de moto, é acidente”.

Ainda de acordo com Sanches, em alguns desses locais os buracos/cortes estão sendo tampados pela equipe da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

“Em alguns bairros a Sinfra já vem tampando, onde estão fazendo o trabalho de tapa-buraco”, informa,

ao explicar, contudo, que a responsabilidade pela recomposição asfáltica é do próprio Samae.

Sobre o problema apresentado, a autarquia foi procurada pelo Programa Primeira Hora e o responsável afirmou que não se manifestaria.