Casos de acidentes com animais peçonhentos crescem em Tangará e Vigilância faz alerta

A população de Tangará da Serra e região deve ficar atenta para acidentes envolvendo animais peçonhentos. Nos últimos dias, vários casos foram registrados em locais diferentes da cidade como Altos do Tarumã aonde uma moradora encontrou um escorpião. O fato também foi registrado no Bela Vista, quando uma adolescente que pratica futebol foi picada ao calçar o meião. Outro caso registrado na manhã de ontem inclusive, foi de uma servidora que foi picada em casa por uma lacraia, que ela desconfia ter entrado pelo ralo do banheiro. Nos dois casos em que as pessoas foram picadas, foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (Upa), aonde ficaram em observação e em ambos os casos, relataram muita ardência e desconforto no local afetado.

Conforme o coordenador de campo da Vigilância Ambiental, Fagner Brito, que fez recentemente um curso para identificar os tipos de escorpiões encontrados no município, os casos tem aumentado e isso liga o sinal vermelho.

Por esse motivo, agentes de Saúde tem além de levar informações para a não proliferação do mosquito da dengue, também, informado aos munícipes sobre os perigos do contato com esses animais.

“A gente iniciou no mês passado um trabalho juntamente com nossos agentes de casa em casa, alertando do perigo que pode causar o contato com escorpiões ou outros animais peçonhentos e estamos buscando a ajuda da população”,

informa Fábio ao se referir a um levantamento que está acontecendo em busca de identificar os tipos de escorpiões encontrados em Tangará da Serra.

“É importante que o morador faça a coleta”,

solicita Brito ao informar que caso a pessoa não se sinta segura para proceder à coleta, que faça contato com a Vigilância Ambiental que um agente se encaminhará para realizar esse serviço. Reforça também, que caso o morador faça a coleta informe também para que os agentes façam a busca da coleta.

“Os cuidados são os mesmos que se tem que ter com o combate da dengue. Ele gosta de local escuro e sujo, aonde possa se abrigar. Portanto, se não tiver esse local em casa, ali ele não ficará”,

destaca o coordenador.

(Com informações Asis Wébio - Serra FM)

“A picada do escorpião pode levar à morte”, diz Infectologista

Geralmente, os casos de ataques de animais peçonhentos não tem uma estação certa para acontecerem. Podendo ser registrados tanto em tempo mais quente quanto no mais frio, uma vez que esses animais buscam lugares úmidos com pouca ou nenhuma claridade para se abrigarem como restos de madeiras, plantações, calçados e outros, o que facilita o contato com as pessoas. No caso da lacraia, é agressiva, caçadora e muito rápida, o que dificulta às vezes sua identificação. Gosta de umidade com frestinhas de luz, tijolos, trepadeiras, jardinagens, galhos e é dona de um veneno de alta potencialidade no que tange a dor, mas no Brasil, na Literatura, não existem relatos de mortes por sua picada, conforme relato o Infectologista, Marco Antonio Gonçalves Junior.

“Sentem dor no local da picada, inchaço, vermelhidão, latejamento, calafrios, palpitação, febre e pode até ter uma ferida”,

salienta ao informar que não existe antídoto para tirar o efeito do veneno, sendo feito no local anestesia para diminuir o incômodo.

Já no caso da picada de escorpião, há inúmeros relatos de mortes, inclusive, em crianças com idade inferior a sete anos.

“Ela leva a uma dor de moderada à intensa com formigamento no local e os sintomas podem ser agravados carecendo de observação de seis a doze horas porque nesse intervalo os sintomas de gravidade podem aparecer”,

revela Marco Antônio.

Nesse caso existe o soro Antiescorpiônico.

Ainda segundo o médico em qualquer um dos casos não se deve passar nada no local, além de água e sabão e se dirigir o mais rápido possível ao atendimento médico.