O governador Mauro Mendes (União Brasil) avalia que os investimentos aplicados na reestruturação dos presídios de Mato Grosso aumentam as chances do Estado reassumir o comando das unidades prisionais, reduzir o poder do crime organizado e separar faccionados de presos considerados “comuns”.
Mauro Mendes utilizou como exemplo a Penitenciária Central do Estado (PCE), o antigo presídio Pascoal Ramos, que segundo ele, sempre houve superlotação das celas, e que por muitos anos, a situação ficou “esquecida”. Agora, cada detento tem a sua cama, respeitando a capacidade máxima de cada cela e evitando a cooptação de novos membros, para as facções criminosas que atuam no estado.
“Nós investimos muito nos presídios aqui em Mato Grosso. Hoje nós podemos ter o controle dos nossos presídios. Há pouco tempo atrás, eu via aqui no Pascoal Ramos, no nariz de todo mundo e ficou décadas assim, você chegava em uma cela para 8 e tinha 35. Pode ir lá hoje, em uma cela de 12, tem 12. Cada um tem uma cama, tratamos as pessoas com dignidade e podemos separar quem é faccionado e quem é cidadão comum, para não ser cooptado [pelo crime], essa estratégia nós já fizemos”,
disse Mauro Mendes em entrevista à Rádio Cultura FM.
Além disso, Mauro Mendes endossou que atualmente, nos presídios que estão sendo construídos, os presos não terão acesso a tomadas, visando aumentar a dificuldade do uso de aparelhos celulares. Muita das vezes, os criminosos, de dentro da cadeia, seguem dando ordens.
“Dentro da cela não tem uma tomada, não tem como o cara recarregar um celular”,
reiterou.
Ao analisar o cenário em Mato Grosso, o chefe do Executivo estadual pontuou que tem dado condições para a Polícia Militar e Polícia Civil, apresentarem os melhores resultados, devido ao investimento em equipamentos de proteção, armamentos, reforço do efetivo e estrutura para receber os presos.
“Tudo que o Governo de Mato Grosso pode fazer, nós estamos fazendo. Estamos contratando gente, a Polícia de Mato Grosso está entre as mais bem equipadas do Brasil, armamento moderno, viaturas novas, equipamento de qualidade e coletes. Tudo que existe de bom nós estamos comprando [...] Estamos construindo presídios, são quase 5 mil vagas nesse período”,
destacou.
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Leis fracas:
Embora os esforços sejam realizados, Mauro Mendes pontuou que é necessário um posicionamento do Congresso Nacional, visando o enrijecimento das leis brasileiras, para que o combate ao crime organizado seja mais eficiente, pois hoje, às forças de segurança conseguem dar uma resposta rápida à sociedade, na captura de suspeitos. No entanto, devido à fragilidade das punições, rapidamente estão nas ruas.
“Quem faz a lei? O Congresso Nacional: Deputados e senadores. Se não endurecer a lei contra o crime e principalmente contra o crime organizado no Brasil, eu não sei o que vai acontecer”,
concluiu.




