Você já parou para pensar que seu filho(a) viverá apenas 11 Dia das Crianças como criança? Confesso que fico muito pensativo com essa questão. Onze é um número pequeno para algo tão grande. Em apenas 11 anos, seu filho(a) deixará de ser visto como uma criança e, de acordo com a legislação, a partir dos 12 já será considerado um adolescente, com novas responsabilidades e cobranças. Seis anos depois, será um jovem adulto, encarando o mundo com uma visão muito diferente daquela que teve durante a infância.
Mas, afinal, o que isso significa para você leitor, mãe, pai e/ou responsável? Significa que o tempo que temos para ver nossos filhos(as) como crianças é curto, quase passageiro. A infância é um período único, recheado de descobertas, sonhos e, acima de tudo, de uma pureza que dificilmente se repetirá em outras fases da vida. São apenas 11 anos de “Dia das Crianças”, mas é durante esse tempo que plantamos as sementes do que nossos filhos(as) serão no futuro.
O mundo moderno, no entanto, nos rouba parte dessa vivência. Entre compromissos de trabalho, responsabilidades diárias e a infinidade de distrações digitais, às vezes não percebemos que o tempo está passando. E ele passa rápido. O que era ontem o primeiro “Dia das Crianças” já se transforma, num piscar de olhos, em questionamentos da adolescência, em uma busca de identidade que é natural, mas que nos pega desprevenidos.
É fundamental que, como mães e pais, aproveitemos esses preciosos anos da infância para nos conectarmos de forma genuína e profunda com nossos filhos. Não apenas oferecendo brinquedos e presentes, mas proporcionando o que eles mais precisam: PRESENÇA Acompanhar as descobertas do mundo pelos olhos de uma criança é algo transformador. É redescobrir a magia em coisas simples, é permitir-se imaginar sem limites e, o mais importante, é reforçar um vínculo que precisará ser forte para suportar os ventos da adolescência e juventude.
Portanto, é essencial que respeitemos o processo natural de crescimento dos nossos filhos. Embora possamos, por vezes, desejar prolongar a infância, é importante lembrar que o crescimento é inevitável e faz parte da vida. O que realmente importa, é que aproveitemos cada momento de maneira significativa, criando memórias e fortalecendo vínculos que perdurarão ao longo de todas as etapas que virão.




