Com as vagas esgotadas (300) aconteceu nesta segunda-feira, 21 de setembro, o “TJMT Inclusivo: Capacitação e Conscientização em Autismo”. O evento é a nível estadual e já passou por diversos outros municípios, entre eles, Sorriso e Lucas do Rio Verde, antes de chegar a Tangará da Serra.

Para o Diretor do Foro da Comarca do município, Juiz Diego Hartmann, o evento vem na esteira do cuidado e na proteção dos direitos às crianças e aos portadores de necessidades especiais.

“Tínhamos 300 vagas disponíveis que foram ocupadas. Isso é muito relevante porque mostra realmente que esse público existe, existe essa demanda na cidade, existe essa demanda no Estado, as pessoas precisam de qualificação, as famílias precisam de entendimento, os profissionais que atuam com o público autista, o público neurodivergente precisam ter informação de qualidade para aprender, para trabalhar com eles, para melhorar, para se capacitar, para desenvolver, compartilhar novas técnicas, enfim, dar uma condição de vida melhor, tanto para as crianças que estão nessa condição, quanto os familiares e profissionais”.

Com objetivo de abordar temas como saúde mental nas trajetórias neurodivergentes, prevenção e acolhimento, além da importância de atendimentos mais humanizados, acessíveis e inclusivos, o evento contou com a presença da juíza Alethea Assunção Santos representando a Desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, que também salientou a importância da discussão dos temas trazidos no encontro.

“Precisamos falar sobre o tema, dar visibilidade, pois temos um público bastante ansioso por informações. Precisamos trabalhar juntos, com escolas, famílias, médicos e com a justiça para trazer mais luz sobre esse assunto que é extremamente importante”,

pontua.

“Por isso, temos percorrido os municípios levando o tema e colhendo sugestões com toda essa rede”.

O prefeito Vander Masson esteve presente, acompanhado da primeira-dama Silvana Ló Masson, e disse ser de extrema valia tratativas sobre a causa.

“Um tema que tem mobilizado a sociedade e nós, na educação, temos feito ações para atender essa demanda, inclusive, apoiando a Adin que trabalha muito bem”.

Pai de uma criança com autismo, o advogado Bruno Henrique Saldanha, atual presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Rio Grande do Norte acompanha o evento, e ressalta que o diagnóstico preciso é o primeiro passo para caminhar assertivamente.

“A primeira barreira a ser ultrapassada não é só sobre direito, mas sobre o diagnóstico em si. Muitas famílias, não é que elas não saibam o direito, é que elas sequer têm o direito de ter o diagnóstico, por falta de informação, de estrutura da saúde e por falta de estrutura na rede de educação seja ela pública ou até mesmo privada”,

afirma.

“E faço questão de vir atender os convites uma vez que é um assunto que me atrai, porque a gente precisa não só levar a nossa fala, mas sobretudo, conscientizar a população do que é direito, de quais são os desafios de pessoas com deficiência”.