Apesar da perícia ainda não ter oficializado, já houve a identificação do corpo encontrado no Rio Sepotuba na tarde de sábado, dia 3. Trata-se de Erick Andrade dos Santos, de 19 anos.

A informação foi repassada pelo delegado Adil Pinheiro na manhã desta segunda-feira, 5, à imprensa.

Segundo o delegado, o jovem havia desaparecido e a família, que mora em Nova Olímpia, já havia registrado o boletim reclamando seu paradeiro.

“Apesar de não ter a identificação oficial da Politec, já temos essa identificação do corpo sendo do Erick, que estava desaparecido desde o dia 24 de janeiro”,

relata, ao informar que nesse dia, a vítima ainda tinha feito uma entrevista de emprego em Tangará da Serra e depois disso, não foi mais vista.

Com o desaparecimento, a família buscou a delegacia de Nova Olímpia e informou o fato.

“Já no final de semana nós iniciamos as diligências e tivemos a informação de que ele havia sido morto, mesmo antes de encontramos o corpo”,

narra a autoridade policial, ao pontuar que mesmo com a informação assegurada, a família foi mantida sem a comunicação do fato até que a informação fosse confirmada.

“Ela [a vítima] foi encontrada com pés e mãos amarradas no Rio Sepotuba”.

De acordo com Adil Pinheiro, a vítima tinha passagens menores por uso de drogas e já havia sido alvo de represália de uma facção criminosa recentemente.

“Por isso nós temos certeza que essa morte tem envolvimento da facção e ele é mais uma vítima”,

comenta.

“A mãe dele esteve aqui na delegacia e infelizmente ela já estava desesperada e registramos mais essa fatalidade em Tangará”.

Segundo Pinheiro, as investigações sobre a autoria e motivação do crime já estão bastante adiantadas e, em breve, devem ser anunciadas novidades sobre na elucidação de mais esse crime.

A princípio, a vítima teria sido morta por arma branca (faca), que somente o laudo poderá certificar, conforme o delegado.

Durante a investigação, ventilou-se a hipótese de que outro jovem com quem Erick dividia uma kit net também havia desaparecido, mas a informação não procede. Outra informação falsa é que no bolso da vítima havia uma identidade de outra pessoa que também estaria desaparecida.