O Ponto de Cultura Afrobrasilidade em Tangará da Serra trabalha com crianças, adolescentes, jovens e também adultos através da arte da capoeira e da cultura.

Coordenado por Ludionei Fiorentim Nunes, o Mestre Bicudo, que também é responsável pelo grupo Aruandê Brasil em Tangará, o Ponto de Cultura deu um passo importante neste ano, inserindo a sustentabilidade na capoeira, através do uso consciente dos recursos naturais para confecção de instrumentos, sem comprometer o bem-estar das gerações futuras.

“Já trabalhamos com as vivências culturais, com a vestimenta e dessa vez é conscientizar os alunos do projeto para que a gente possa utilizar a matéria-prima de maneira sustentável. E quando a gente fala de forma sustentável não é apenas ir na mata para fazer o corte, a colheita das cabaças, das madeiras para a execução dos berimbaus, entre outros instrumentos, mas é saber fazer o corte e o replantio dessas matérias, para que a gente possa ter uma continuidade das espécies”,

explica Mestre Bicudo.

Além disso, segundo ele, é preciso saber a época correta dessa colheita, o que é trabalhado com os alunos.

“Hoje a sustentabilidade na capoeira é algo inovador (…) a nossa visão como projeto é fazer com que cada um desses alunos, explicando e orientando, entendam a verdadeira importância que é a preservação, o cuidar da natureza, para que no próximo ano tenhamos a mesma colheita [de material] para a produção dos instrumentos ou quem sabe até dobrar a produção”.

O Ponto de Cultura Afrobrasilidade, localizado a Rua Júlio Martinez Benevides, nº 2.231-E, Jardim Floriza, segue com vagas abertas a todos que quiserem participar das suas ações.