TANGARÁ DA SERRA – Procedimentos realizados até outubro no Hospital Municipal superam meta em quase 140%

Contrato firmado entre Município e LGI Médicos estabeleceu meta de 3.075 procedimentos até final de 2023. Porém, somente até outubro foram realizados 7.300 procedimentos além de 1.455 anestesias.

Uma vez equipado com centro cirúrgico e unidades de terapia intensivas (UTIs), o Hospital Municipal Arlete Dayse Cichetti de Brito mudou a realidade da saúde pública em Tangará da Serra.

Desde março desse ano, quando foi assinado o contrato de gestão com empresas que prestam serviços especializados na área de saúde, até o mês de outubro, o Hospital Municipal superou em 137,4% a meta de procedimentos estabelecida no instrumento contratual celebrado entre o Município e a empresa prestadora dos serviços.

Foram, ao todo, 7.300 procedimentos entre março e outubro, sendo 832 de cirurgia geral, 1.048 de ginecologia/obstetrícia, 828 de ortopedia/traumatologia e 4.592 de clínica cirúrgica. Também foram realizados 1.455 procedimentos anestésicos.

Detalhe é que a demanda atendida pelo Hospital Municipal chegou muito perto da meta estabelecida em contrato já no mês de junho, com índice de 95,6%. No mês seguinte, em julho, a meta já havia sido batida em 27,3%.

Embora a unidade hospitalar local tenha como prioridade pacientes de Tangará da Serra, há um contingente considerável de pacientes oriundos dos municípios vizinhos. Dessa forma, o HM contribui para reduzir as desigualdades regionais no atendimento hospitalar pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Estamos cumprindo com a nossa proposta, atendendo o paciente tangaraense em suas necessidades de saúde mais urgentes. Avançamos muito na saúde pública, reduzimos drasticamente a ‘ambulância terapia’ e assumimos a maioria dos procedimentos de baixa complexidade aqui no Hospital Municipal”,

avalia o secretário de Saúde do município, Wellington Bezerra.

O diretor de enfermagem do Hospital municipal, Rômulo Cezar Ribeiro da Silva, destaca que a unidade hospitalar se consagra como um importante reforço ao SUS, que já demonstrou funcionalidade durante a pandemia do Coronavírus e que há uma direção certa quanto ao avanço na integralidade do acesso dos usuários ao sistema de saúde.

“É preciso avançar na integração e organização da atenção primária junto ao ambiente hospitalar e de urgência e emergência, assim como a média complexidade precisa avançar no acesso às necessidades do paciente. Sem dúvida nenhuma, essa contratualização do município com o setor privado ajuda o SUS nesse sentido e a se expandir aqui no município através do hospital municipal, articulando avanços tecnológicos com o atendimento”,

observa.

Estrutura do Hospital Municipal Arlete Dayse Cichetti de Brito

O Hospital Municipal Arlete Dayse Cichetti de Brito possui três salas de cirurgia, uma sala de parto, uma sala para preparo de RN (recém-nascido) além de uma sala de recuperação pós-anestésica.

O hospital conta, ainda, com 10 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), sendo dois de isolamento, além de uma ala de exames de imagens (raio x, ultrassom e tomografia).

No último dia 10 de novembro a unidade hospitalar recebeu quatro incubadoras de transporte neonatal, incrementando a ala de maternidade, que realiza mensalmente dezenas de partos normal e cesárea.

Vale destacar que os recém-nascidos na unidade hospitalar já recebem a vacina BCG e imunizante contra a Hepatite B, em cumprimento à recomendação do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde.

Também na semana que passou, o município, junto ao Governo do Estado, encaminhou a aquisição de mais três equipamentos - um raio-x, um ultrassom (ambos portáteis) e um aparelho de gasometria - para o Hospital Municipal.

Os equipamentos foram reivindicados durante reunião entre o secretário Wellington Bezerra e o governador em exercício, Otaviano Pivetta, com apoio do deputado estadual Dr. João (MDB).