O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) está autorizado pelo Executivo, a adquirir um novo sistema de tratamento de esgoto para Tangará da Serra. A afirmação é do diretor da autarquia, Marcos Scolari.

Segundo ele, o Samae irá elaborar o termo de referência para aquisição de uma estação modular de tratamento de esgoto a partir de processos que degradam cargas orgânicas com remoção de nitrogênio e fósforo e desinfecção final garantindo um índice de eficiência a partir de 98% com padrões corretos de lançamento da água residual no corpo receptor.

O custo estimado para a implantação do sistema é de R$ 35 milhões.

“O prefeito Vander Masson já autorizou e estamos trabalhando no termo de referência para abrirmos licitação”,

disse Marcos Scolari.

  • Limitação:

Uma das demandas mais urgentes de Tangará da Serra é o esgotamento sanitário. A cidade conta com apenas 32% de cobertura por rede coletora, com os dejetos remetidos à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), junto ao rio Ararão. A zona urbana possui rede coletora em outros 30%, mas não pode efetuar as ligações por falta de uma estação elevatória.

O município não conta com a outorga do rio Ararão para devolução da água residual da ETE, o que impede o licenciamento do sistema. É preciso melhorias no sistema atual, ampliando a eficiência do tratamento dos dejetos na ETE dos atuais 80% para acima de 90%. Para isso, seria necessário investir em mais um sistema de filtragem. Sem isso, não há licença para ampliar.

As deficiências no sistema de tratamento de esgoto acabam resultando em freio ao desenvolvimento econômico no município, já que não há possibilidade de liberação, por exemplo, de novos empreendimentos residenciais, entre outros entraves.