Ministério Público, poderes Executivo e Legislativo, governo estadual (Sema-MT), Assembleia Legislativa (deputado Dr. João), agro e setor empresarial, entidades, clubes de serviço, comitê de bacia hidrográfica, profissionais especializados e imprensa. Estas foram as presenças na reunião promovida no auditório do Ministério Público, em Tangará da Serra, para discutir medidas para revitalizar os mananciais do município, em especial as bacias dos rios Ararão e Queima Pé.
O momento é propício, já que Tangará da Serra se vê diante de mais uma estiagem prolongada e, por isso, convive com outra crise hídrica e as consequentes dificuldades no abastecimento de água. Compondo esse cenário, a degradação nas duas bacias citadas agrava o problema.
Nesse quadro, dois projetos se integram. O projeto Água para o Futuro é uma iniciativa do Ministério Público em conjunto com o Instituto Centro de Vida e a Universidade Federal de Mato Grosso. Já em execução em Cuiabá, o projeto visa garantir a segurança hídrica da capital e o abastecimento de água potável por meio da identificação, preservação e recuperação das nascentes. A partir de agora, o projeto passa a ser executado também em Tangará da Serra.
O promotor titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Tangará da Serra, Thiago Scarpinelli Vieira, foi quem convocou a reunião que precede uma série de discussões com foco na recuperação ambiental da região.
“Desde 2020 estamos realizando reuniões com vários segmentos da sociedade e com o poder público porque a partir de 2015/2016 a cidade começou a sofrer com a questão das estiagens e, por consequência, na distribuição de água. Assim, já temos um projeto para a recuperação das bacias do Ararão e do Queima Pé, que são tão importantes para Tangará da Serra”,
disse o membro do Ministério Público Estadual, que aponta para gargalos no saneamento básico e nas necessidades de investimentos no setor, especialmente na ampliação da capacidade de captação e tratamento de água, no tratamento de esgoto, na gestão de resíduos sólidos, entre outros.
Scarpinelli destacou a importância de se estabelecer políticas públicas voltadas à preservação na região, que compreende as cabeceiras do Pantanal. “Estamos inseridos numa bacia, do Alto Paraguai, que é de suma importância para o meio ambiente, para a vida e para a economia não só da nossa região, mas para o estado, para o nosso País e para outros países. Então, a questão das políticas públicas é muito importante e precisa ser inserida nesse contexto”, completou.
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Ações integradas:
Paralelamente ao projeto liderado pelo MP, o projeto Cultivando Água Boa – que já foi executado com êxito na nascente do rio Queima Pé – dará sustentação a um terceiro projeto de recuperação das Bacias dos rios Queima Pé e Ararão.
O professor da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste) e especialista em sustentabilidade e gestão ambiental, Jair Kotz, esteve presente na reunião e tem participação na recuperação da nascente do Queima Pé.
Segundo o especialista, os trabalhos nas bacias do Queima Pé e do Ararão incluirão práticas de conservação, retenção e infiltração da água no solo, de preservação e recuperação dos recursos naturais (água, solo e biodiversidade), educação ambiental, além de divulgação/comunicação com envolvimento da Imprensa.




