Assim como acontece todas as terças-feiras, foi realizada na tarde do último dia 30 de agosto mais uma Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores.
Dentre os projetos em análise o de número 16/2002 que possibilitaria ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae) a realizar uma adequação na taxa de água do município.
Ao fazerem uso da tribuna, praticamente todos os vereadores se manifestaram contra a nova tarifa, como foi o caso do vereador Maurício Gomes, que justificou sua posição.
“A grande maioria dos vereadores foi contrária ao aumento, tecnicamente uma atualização dos valores nominais ao valor real. Contudo, esse percentual de 15% se mostra desarrazoado neste momento em que estamos vivendo. Estamos ainda próximos de uma crise hídrica, e estivemos aqui escutando o diretor do Samae, o Leto, e ele nos repassou a dificuldade que é de estar operacionalizando, ou seja, entregando de fato o volume de água que a população necessita pelo esgarçamento do sistema, e considerando também que o Samae está sempre com superávit, isso é uma grande realidade, e a Câmara se posicionou em não chancelar esse aumento. Acredito que foi um posicionamento correto para não penalizar ainda mais o cidadão tangaraense nesse momento tão complicado de finalzinho de pandemia e sem a resolução de fato dessa crise da água aqui no nosso município”,
ressaltou Mauricio Gomes.
Quem também foi contrária ao reajuste foi a vereadora Sandra Ferracin.
“O Samae arrecada bem, e tem superávit e não pode sacrificar a população com esse aumento”,
se manifestou.
Além dos dois vereadores, se manifestaram contrários também os vereadores Ademir Aniballe e Horácio Pereira.
Ao final da visível onda de descontentamento e recusa, o vereador Romer Japonês pediu vistas do projeto por 30 dias. Em conversas de bastidores, espera-se que o chefe do Executivo Municipal retire o projeto nesse intervalo de tempo.




