Mais de mil profissionais da educação pública estadual participaram nesta quarta-feira, 28, da paralisação e ato público convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). Os educadores foram para as ruas, da capital, indignados aos quatro anos de perdas salariais da gestão Mauro Mendes.

“As pautas são as mesmas de quatro ano atrás, pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) negada desde 2019; realização de Concurso Público; oferta do Profuncionário; e a implementação de 21,52% para recomposição do Piso Salarial Profissional Nacional. Essa é a primeira vez na história da carreira que temos um governador que não paga a integralidade do piso. Sem contar a vergonha para o estado que é o confisco de 14% das aposentadorias e pensões daqueles que durante toda uma vida já contribuíram”,

destacou o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira.

Segundo o dirigente estadual, a paralisação de um dia foi uma nova tentativa de cobrar negociação com o governo do estado.

Para o professor Alexandre de Jesus Alves, de Araputanga, participar do ato representa um grande manifesto de indignação. O educador fez destaque à humilhação que o governo impôs aos profissionais ao substituir as assessorias pedagógicas pelas Diretorias Regionais de Ensino (DRE’s).

O Ato Público reuniu caravanas de profissionais da educação de várias parte dos estado, estudantes, além de representantes da Associação de Docentes da Unemat (Adunemat) e Movimento Sem Terra (MST).

Em Tangará da Serra, apenas os profissionais de duas escolas aderiram à paralisação – João Batista e Jada Torres, conforme informação da Assessoria Pedagógica de Tangará da Serra, que informou também que esse dia deverá ser reposto pelas referidas unidades de ensino.