Os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi marcado por uma enchorrada de notícias pelo Brasil afora sobre casos cruéis que, infelizmente, muito deles tiveram um desfecho trágico para as vítimas. Durante o período de mobilização, episódios de violência extrema ganharam repercussão nacional e provocaram indignação, como o caso da Tainara Souza Santos de São Paulo, que foi atropelada e arrastada por cerca de 1 quilômetro por seu ex-companheiro. Em consequência das lesões, ela precisou amputar as duas pernas. O caso é investigado como tentativa de feminicídio.

Em Tangará da Serra, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM), que esteve à frente da mobilização dos 21 dias, realizou diversas ações na cidade. Nas redes sociais, a campanha também alcançou grande repercussão. Ao longo dos 21 dias, as publicações no Instagram do CMDM somaram 16.439 visualizações, alcançando mais de 4.500 contas, sendo 73% delas de não seguidores, o que demonstra o impacto ampliado do ativismo digital.

De acordo com uma das responsáveis pelo CMDM, Marli Barboza da Silva Lustig, as estratégias digitais foram planejadas especialmente para ampliar o alcance da mobilização.

“Vinculamos o ativismo digital às datas importantes do período”.

Ela também avaliou positivamente o resultado geral da campanha.

“Nós, do Conselho, avaliamos que conseguimos atingir nossos objetivos, dando visibilidade às políticas públicas e engajando pessoas na luta pelo enfrentamento da violência contra mulheres e meninas em nosso município”.

Diversas instituições também desempenharam papel essencial na execução da campanha, entre elas a OAB, Coopertan, Unemat, IFMT, as Secretarias Municipais de Cultura, Educação e Cultura e Lazer, o Gabinete de Políticas Públicas para as Mulheres (GPPM), a equipe da Sala dos Conselhos e outras organizações que atuaram como parceiras.