A dor invisível da fibromialgia tem mobilizado moradores de Tangará da Serra que convivem com a doença e buscam mais apoio, visibilidade e informação. Um desses esforços é liderado por Lúcia Almeida, que relatou as dificuldades enfrentadas pelos pacientes e a expectativa de formalizar uma associação no município.
“Ainda não temos uma associação em Tangará. Nós temos um pequeno grupo de pessoas que sofrem com essa dor invisível. O que nós fizemos, por início, foi montar um grupo de WhatsApp, que serve como apoio para aqueles que sofrem e não conseguem conversar, porque é difícil encontrar alguém que entende”,
destacou Lúcia.
Segundo ela, a fibromialgia impacta diversos aspectos da vida dos pacientes, como o corpo, a mente, o humor e o sono. A luta por reconhecimento tem ganhado força, especialmente com a iniciativa do deputado estadual Dr. João, que apresentou proposta e posteriormente instituída a Lei nº 11.554, da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, que oportuniza alguns benefícios, como a prioridade em atendimentos, vagas de estacionamento para pessoas diagnosticadas, entre outros.
“Mas para que isso tudo venha a acontecer, nós precisamos do diagnóstico. E como conseguir esse diagnóstico?”,
questiona Lúcia.
Com esse objetivo, o grupo organiza um simpósio sobre fibromialgia, previsto para ocorrer em breve, com foco em esclarecer dúvidas, orientar sobre diagnósticos e dar visibilidade ao tema.
Enquanto isso, os pacientes seguem fortalecendo sua rede de apoio.
“Vamos trocando experiências até que a gente consiga trazer esse simpósio”,
conclui.




